quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Dica 2: Como evitar micos na ceia de Natal

Ceia de Natal é um momento delicioso de confraternização. No entanto, na mesma intensidade com que os familiares se amam, sempre pode haver certa tensão no ar. Para evitar contratempos (ou micos homéricos), veja as dicas de especialistas em etiqueta para lidar com situações-limite sem perder a classe.

O que fazer se...

... duas cunhadas brigaram e não estão se falando?

Melhor fingir que ignora o fato e procurar mantê-las o mais distante possível. Não se intrometa para não criar mais problemas. Pode-se, no entanto, fazer um discursinho valorizando a família, o perdão, o reconhecimento de erros do passado etc., sem citar nomes. Quem sabe sirva de motivação?

... há uma criança mal-educada, que fala alto, é birrenta e inconveniente, à mesa?

Pergunte à mãe se há algo que possa fazer para ajudar. Procure, no entanto, agir com naturalidade para não constranger ainda mais a mamãe desesperada. Diga frases simpáticas do tipo "criança é assim mesmo". O ideal, entretanto, é que sempre as crianças façam a ceia mais cedo que os adultos em outro ambiente mais descontraído. Isso evitará situações desagradáveis, uma vez que as crianças não têm muita paciência. Outra boa saída quando os pais não fazem nada, ou a anfitriã não tem intimidade para chamar a atenção da criança, é integrá-la à conversa, perguntar sobre os amigos, falar sobre o próximo ano escolar, presentes de Natal que ela quer ganhar, entre outros assuntos de criança.

... o marido bebe um pouco além da conta e começa a fazer piadinhas sem graça?

Tente colocar o fofo na cama. Se não der certo, o remédio é fingir que está achando engraçado...

... aparece alguém sem ser convidado e não tem presente para ele?

Finja que não percebeu que o tal fulano não foi presenteado. Ou tente adiar o momento da troca de presentes para o almoço do outro dia, assim você ganha tempo para improvisar algo. Outra ideia é dizer que só tem presente para as crianças e presentear os adultos num outro momento.

... alguém leva um CD de pagode e você simplesmente odeia esse estilo musical?

Diga que prefere ouvir outro tipo de música numa noite tão especial e avise que vai ouvir o tal CD no próximo fim de semana, quando estiver na praia, e depois conta o que achou.

... as tias começam a lembrar problemas do passado?

Peça gentilmente que troque de assunto. Se não der certo, polemize. Lance algo do tipo: "Gente, vocês não vão acreditar. Ontem sofri um sequestro relâmpago!". Pronto, terão assunto até o fim da festa! Outra alternativa menos radical é lembrar em seguida uma passagem do passado também, mas alegre e divertida, da infância, por exemplo.


... a prima periguete começa a dar em cima de alguém comprometido (seu genro, por exemplo)?

Manda a namorada do sujeito ir dar uma volta com o moço. Comprar um pão na loja de conveniência, por exemplo. Ou simplesmente ignore. Se a situação passar do limite, chame a tal prima para uma conversa individual e peça a ela que se componha, pois estão todos em família e tal conduta não fica bem para nenhum dos dois.

... uma das adolescentes da família tem um estilo todo alternativo de se vestir e surge com míni de couro preta, meia-arrastão, coturnos e cabelos com mecha azul?

Qualquer comentário será inadequado. O estilo da menina não deve ser comentado para ela. É lógico que haverá comentários nas rodinhas de conversa, mas deixem a menina e os pais dela de fora disso. Natal é uma época excelente para exercitar a tolerância com as diferenças, não é mesmo?

... o prato principal dá errado?

É bom sempre ter uma segunda opção engatilhada para não passar aperto. Se ninguém souber que esse prato seria servido, não se deve dizer nada. Caso seja importante dizer, lamente pelo ocorrido. Explique que não deu certo dessa vez e que terá de chamá-los novamente em outra oportunidade para que provem o delicioso prato que não deu certo. Outra maneira delicada de ajudar a encerrar essa saia justa é dizer que querem voltar no mês seguinte, no aniversário de um deles para que esse prato seja servido novamente.

COMO RESPONDER A PERGUNTAS INDISCRETAS:

P. Você engordou quanto?

Mais de 30... talvez uns 40 kg! OU Por que a senhora quer saber?

P. E aí, vai ficar solteirona?

Se Deus quiser! A senhora nem imagina as vantagens que isso oferece! OU Será que vou? Estou focando mais no meu trabalho, mas ainda não perdi as esperanças!

P. Você está grávida de quantos meses? (para uma gordinha que não está grávida)

De nenhum. Estou mesmo acima do peso, mas isso dá menos trabalho que um filho, não é mesmo?

P. Ainda com esse carro velho?

Sim. Isso a incomoda? A mim, nem um pouco... OU Não é velho, é antigo. Adoro antiguidades.

P. Recebeu aumento de salário?

Você recebeu?

P. Tá ficando careca, hein?

Você viu? Esses xampus de hoje... acabam com o nosso cabelo!

P. E aí, vai ficar grávida quando?

Quando foi que você planejou ter seu filho? Foi logo em seguida que se casou? Sabia quantos filhos teria? Acha que ter meninos dá mais trabalho? Quantas fraldas eu vou gastar no primeiro mês? Quem é o pediatra dos seus filhos?

O CONVIDADO NOTA 0 DA CEIA DE NATAL:

Chega atrasado.

Se há “Amigo Secreto”, esquece-se de levar o presente estipulado.

Não segue o critério adotado para todos e compra um presente de valor muito baixo.

Come muito.

Bebe muito.

Fala muito.

Permanece além da conta.

Chama atenção sobre si mesmo.

Invade cômodos íntimos da casa.

Fala sobre assuntos desagradáveis.

Não sabe se portar à mesa.

Esquece-se de presentear alguém importante.

Passa a noite alfinetando alguém.

O CONVIDADO NOTA 10 DA CEIA DE NATAL:

É pontual.

Cumprimenta todos quando chega.

Procura se inserir nos grupos de conversa, interessando-se pelos outros.

Presenteia adequadamente.

Oferece ajuda à anfitriã, principalmente se ela não tiver empregados.

Sabe comer, beber e permanecer na medida certa.

Cria um clima agradável em tudo o que diz.

Sabe mudar a direção dos assuntos desagradáveis que possam vir à tona.

Elogia a comida.

A ANFITRIÃ NOTA 0 É AQUELA QUE:

Convida desafetos sem preveni-los antes.

Esquece-se do nome do convidado.

Deixa convidados desenturmados.

Não arruma assentos para todos.

Constrange os convidados, servindo pratos de difícil degustação.

Trata os convidados de forma distinta, mostrando dar atenção somente a alguns em detrimento de outros.

Negligencia a limpeza e manutenção do banheiro.

Serve só um tipo de iguaria, por exemplo: frutos do mar, carne vermelha ou aves. Muitos são alérgicos, vegetarianos ou não comem aves e deverão dispor de pratos alternativos.

Negligencia o recolhimento de pratos, copos, talheres e guardanapos usados.

Não está pronta quando os convidados chegam.

Reclama do companheiro que não ajuda.

Reclama de algum convidado.

Regula comida ou bebida.

Diz que o jantar custou caro.

Comenta que quando as pessoas vão embora a casa fica a maior bagunça.

Diz que esta cansada de tanto trabalhar.

Grita com os filhos.

Não abre os presentes que ganha.

A ANFITRIÃ NOTA 10 É AQUELA QUE:

Arruma a casa para receber os convidados.

Coloca gelo para o serviço.

Deixa as bebidas geladas.

Faz (ou encomenda) uma comida bem gostosa.

Apresenta-se disposta e alegre.

Mantém o sorriso até o final da festa.

Fazer que todos se sintam bem e confortáveis.

Está pronta na hora marcada.

Coloca uma música suave e em um volume adequado.

Abre e elogia os presentes que recebe.

Arruma uma distração para as crianças.

Prioriza o bem-estar dos mais velhos.

Pensa em detalhes que dão charme à festa, como guardanapos festivos, velas e flores.

Fontes:

Lícia Egger Moellwald, consultora em etiqueta pessoal e corporativa (SP)

Ligia Marques, consultora em etiqueta e marketing pessoal (SP)

Maria Aparecida de Araújo, consultora de comportamento profissional, etiqueta social e internacional, marketing pessoal, cerimonial e protocolo (SP)

Roberta Palermo, psicóloga e autora de “Madrasta – Quando o Homem da Sua Vida Já Tem Filhos” (Ed. Mercuryo)


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Dica: Barulho, segurança e "caixinhas" de Natal geram conflitos nos condomínios no fim de ano

As festas de fim de ano alteram a rotina de muita gente, inclusive nos condomínios. Itens como a gratificação para funcionários e prestadores de serviço, a decoração do prédio, o aumento de entregas e a recepção de amigos e parentes nos feriados podem gerar conflitos adicionais neste período. UOL Casa e Imóveis ouviu profissionais da área de administração de condomínios para saber quais são os problemas mais frequentes e as maneiras de evitar desavenças envolvendo vizinhos e funcionários do edifício, ou colocar a segurança do prédio em risco. Veja os conselhos abaixo e aproveite seu Natal e Ano Novo com mais tranquilidade.

Barulho
Apesar de ser um período no qual praticamente todas as pessoas estão comemorando, é importante lembrar que as regras do condomínio continuam valendo durante o Natal e o Réveillon, inclusive aquelas que dizem respeito ao silêncio. “Informalmente existe uma tolerância maior porque está todo mundo em festa, mas os exageros podem ser punidos da mesma forma”, afirma Omar Anauate, diretor de condomínio da Aabic (Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo).

A recomendação é que a música alta não ultrapasse a meia-noite, porém, os vizinhos que não estão comemorando precisam ter mais paciência com o barulho de pessoas conversando e uma movimentação natural de festa, especialmente no Ano Novo, afinal, é uma situação pontual. As pessoas que estão recebendo também devem usar o bom senso para evitar conflitos à toa, como deixar as crianças, que eventualmente ganham um brinquedo barulhento, se divertindo em áreas comuns do prédio em um horário avançado, causando incômodo aos demais moradores. Se a reclamação for inevitável, é melhor que seja feita por intermédio do síndico ou zelador, para evitar confrontos diretos, especialmente em uma ocasião em que as pessoas bebem mais e podem estar com os ânimos exaltados.

Decoração
A adoção ou não de uma decoração tipicamente natalina nas áreas comuns do edifício deve ser decidida em uma assembleia com os condôminos por volta do meio do ano, e obter aprovação da maioria simples. “Se o serviço for executado por uma empresa especializada, são avaliados três orçamentos, no mínimo. A exceção são os condomínios que fazem há anos com o mesmo prestador”, diz Angélica Arbex, gerente de condomínios da administradora Lello Condomínios. Uma vez aprovada, a decoração do condomínio entra na conta de todos os condôminos, mesmo daqueles que foram contra a sua realização. Nos casos em que o apartamento é alugado, não há menção na lei se essa responsabilidade é do inquilino ou do proprietário. Na opinião dos profissionais consultados, a despesa pode ser cobrada do morador, pois na prática, é ele quem estará “usufruindo” deste benefício, e não o dono do imóvel.

Em condomínios com uma verba mais modesta, o próprio síndico pode cuidar da decoração, mas a aprovação da verba pelos condôminos continua sendo necessária. “Eu tive um caso de um prédio novo no qual a síndica fez as compras em uma loja caríssima sem consultar os moradores. O pessoal brigou, mas acabou ficando por isso mesmo porque todos acharam bonito no final das contas. É preciso adequar a decoração ao orçamento anual do condomínio”, diz Anauate.

Já a decoração das áreas privativas é livre, desde que não incomode os demais condôminos. Pendurar objetos na porta do apartamento, nas janelas e varandas está liberado. No entanto, uma árvore de Natal gigante no hall do elevador, que atrapalhe a circulação no andar, ou um pisca-pisca de iluminação forte, que alcance a janela do vizinho, estão na lista dos itens vetados

Entregas
Nesta época aumenta o número de envio de presentes, cestas, ceias, entregas de lavanderia, além do movimento de prestadores de serviços, com obras pontuais. Para garantir a segurança do condomínio, o ideal é que o morador deixe a portaria informada a respeito das entregas, e desça para recebê-las. Caso ele não esteja em casa, e a entrega não precise ser feita em mãos, o pacote pode ser deixado com os funcionários do prédio. “Nenhum entregador pode ter acesso ao apartamento, pois 100% das invasões em edifícios são feitas pela porta da frente”, diz Angélica.

Gratificações
No fim de ano, além do décimo terceiro salário obrigatório, geralmente diluído ao longo dos meses na taxa de condomínio, é comum o pagamento adicional da tradicional “caixinha de Natal” para funcionários do edifício e prestadores de serviço, como entregadores de jornais e revistas, coletores de lixo, varredores, carteiros e medidores de água, luz e gás. Esta contribuição pode ser feita de diferentes maneiras.

“Em alguns prédios, esse valor é retirado da verba ordinária, se houver dinheiro sobrando, com a aprovação dos condôminos, e o síndico decide como será feita a distribuição entre os beneficiados”, afirma Hubert Gerbara, vice-presidente de administração imobiliária e condomínios do Secovi-SP (Sindicato da Habitação). Essa modalidade de gratificação gera menos conflitos, pois é mais impessoal e não permite que os funcionários possam saber com quanto cada morador contribuiu. O que não acontece no caso das famosas “listinhas” colocadas na portaria, na qual cada um anota seu nome e o valor doado, gerando eventuais constrangimentos. “O condômino não deve se sentir intimidado a participar. Se ele não gosta de um funcionário ou outro, deve fazer a contribuição diretamente para a pessoa de quem gosta”, diz Anauate.

Outra opção é o síndico organizar de maneira informal uma lista com as pessoas que serão agraciadas, e estipular um valor de contribuição para os condôminos. Ou ainda, recolher o dinheiro em um envelope, no qual cada um coloca quanto quer, e depois distribuir para os funcionários, sem que eles saibam quem colaborou ou não e o valor doado individualmente. “Independentemente disso, o morador também pode presentear com panetones, cestas ou bebidas”, afirma Gerbara.

Uso de áreas comuns
A concorrência pelo uso de áreas comuns como o espaço gourmet, churrasqueira e salão de festas é grande nesta época do ano, especialmente em empreendimentos que possuem apartamentos pequenos. Em alguns condomínios a regra para o uso é de quem reservou primeiro. O mais comum é um sorteio informal com os interessados, e, se o espaço for grande, eventualmente pode ser dividido com outros moradores. Procure informar-se sobre as regras em seu condomínio.

Visitas
Para garantir a segurança do edifício, é importante deixar uma lista de convidados na portaria com antecedência, caso você pretenda receber ao menos 10 pessoas nas festas de Natal ou Ano Novo. Em condomínios que possuem vagas de garagem para visitantes, o modelo do carro e número da placa também devem constar juntamente com os nomes. Esse procedimento deve ser adotado tanto para comemorações no apartamento do morador, como em áreas comuns, como o salão de festas ou espaço gourmet. “Isso não invalida a questão do porteiro comunicar a chegada da visita. É obrigação do condômino estar atento para atender o interfone e liberar a entrada”, diz Arbex.

De acordo com os profissionais entrevistados, as reclamações de moradores sobre funcionários que deixam as visitas esperando até a identificação para liberar a entrada no edifício têm diminuído, em grande parte, devido ao aumento de assaltos a condomínios. “As pessoas estão mais preocupadas com a segurança, mas sempre tem aquele morador que acha que o porteiro é funcionário dele, que recebe ordens dele e tem a obrigação de conhecer a família dele, e não é assim que funciona”, diz Gerbara. Segundo ele, é importante ter paciência com o maior rigor adotado nas portarias dos prédios.

Fonte: DANIELA SALÚ da Folha Online